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Nova Iorque - Attractions



				Boy practicing his karate kicks in the school yard

Statue of Liberty

Sendo o símbolo mais perdurável de Nova Iorque e mesmo dos EUA, nada leva a crer que a Estátua da Liberdade tenha sido concebida por dois republicanos parisienses. Em 1865, por ocasião de um jantar de festa, o activista político Edouard René Lefebvre de Laboulaye e o escultor Frédéric-Auguste Bartholdi tiveram a ideia de construir um monumento em honra do conceito americano de liberdade política, monumento esse que acabariam por oferecer ao País das Oportunidades. Vinte e um anos mais tarde, em 28 de Outubro de 1886, a Liberdade Iluminando o Mundo, de 45 m de altura, esculpida à imagem do Colosso de Rodes, foi finalmente desvendada no porto de Nova Iorque perante o presidente Grover Cleveland e um ensurdecedor concerto de sereias de navios. Para se chegar à coroa da estátua, é preciso subir 354 degraus, o que equivale a trepar a um 22° andar. Se quiser aceitar o desafio, convém fazê-lo logo pela manhã para evitar as multidões, pois é difícil contemplar o Sonho Americano com pessoas que nos tapam as vistas.

Empire State Building

Símbolo original da skyline nova-iorquina, o Empire State Building é um edifício clássico de pedra calcária construído em apenas 410 dias no auge da Grande Depressão. No local onde em tempos se situava o Hotel Waldorf-Astoria original, entre a Quinta Avenida e a 34th St, ergue-se agora o edifício de 102 andares com 436 m de altura. A sua famosa antena foi inicialmente projectada como mastro para prender zepelins, mas depois do acidente do Hindenburg este plano foi abandonado. Num dia de neblina cerrada em Julho de 1945, um bombardeiro B25 embateu acidentalmente no edifício ao nível do 79° andar, vitimando 14 pessoas. Costuma haver longas filas de espera para os elevadores de alta velocidade, que levam os visitantes aos observatórios no 86° e 102° andar, mas uma vez lá no alto verá que valeu a pena esperar.

Central Park

Olhando sobre a cidade do topo do Empire State Building, facilmente se compreende a importância do Central Park: este rectângulo de 337 ha salpicado de verde surge como agradável contraste face ao betão e à confusão de trânsito que caracteriza o resto de Manhattan. Quando, em 1873, o Central Park foi oficialmente inaugurado, pretendia-se que fosse um oásis para quem pretendia fugir ao bulício da cidade. No entanto, a confusão típica de Nova Iorque invade esta calmaria botânica sob a forma de joggers, skaters, músicos e turistas. As zonas mais calmas do parque situam-se além da 72nd St, onde as multidões começam a desvanecer e se vislumbra uma paisagem mais ordenada. No parque existem ainda um pequeno jardim zoológico e uma piscina e, além disso, é possível assistir a jogos organizados ou ocasionais (sobretudo de basebol e frisbee) ou mesmo participar neles. São organizados vários espectáculos de entrada livre.

Times Square

Apelidada de "Great White Way" (Grande Via Branca) devido às luzes irradiantes, a Times Square foi conhecida durante muito tempo como a encruzilhada mais esplendorosa de Nova Iorque. Na década de 60, a praça entrou em profundo declínio quando as grandes salas de cinema se converteram à pornografia e a zona começou a ser frequentada pelas pessoas mais extravagantes, desatinadas e perigosas de Midtown. Graças a uma vasta operação de "limpeza", este ambiente sórdido deu lugar a uma vibração contagiosa, caracterizada por uma combinação de cores, painéis publicitários e ecrãs gigantes que proporcionam um verdadeiro espectáculo ao visitante. Cerca de um milhão de pessoas reúne-se todos os anos na véspera do Ano Novo para ver uma bola iluminada descer à meia-noite do telhado do edifício n.° 1 da Times Square, evento que dura apenas 90 segundos, depois do qual a maior parte das pessoas que saíram à rua para festejar a passagem de ano ficam sem saber o que fazer durante o resto da noite.

Metropolitan Museum of Art

É na Upper East Side que se regista a maior concentração de atracções culturais de Nova Iorque, nomeadamente no troço da Quinta Avenida acima da 57th St, que é conhecido como a Milha dos Museus. À cabeça de todos estes museus surge o Metropolitan Museum of Art ("Met"), principal atracção turística de Nova Iorque, que funciona, de certa forma, como uma cidade-estado cultural independente, cuja colecção abrange três milhões de objectos distintos. Ao planear uma visita a este museu, é preferível definir exactamente aquilo que pretende ver e dirigir-se em primeiro lugar a esses pontos de interesse antes que comece a cansar-se deste banho de cultura e de multidão. O leque de exposições é amplo e variado, estendendo-se desde as múmias egípcias aos cromos de basebol, pelo que, se (ou quando?) se perder, poderá ter a certeza de que tropeçará em alguma coisa interessante.

Museum of Modern Art

O Museum of Modern Art, situado em 11 West 53rd St, além de ser um dos maiores museus nova-iorquinos e um dos edifícios mais marcantes em termos arquitectónicos, possui uma colecção de extraordinária qualidade e todos os anos organiza importantes retrospectivas. Conhecido como "MOMA", o museu possui uma colecção permanente de obras-primas, entre as quais a tela Les Demoiselles d'Avignon de Picasso, a Noite Estrelada de Van Gogh e a Broadway Boogie-Woogie de Piet Mondrian. Os Nenúfares de Claude Monet justificam só por si uma visita. O MOMA tem ainda para oferecer uma extraordinária colecção de fotografia e uma loja de prendas muito sofisticada.

Outros Museus

Além destas referências de peso, Nova Iorque tem ainda uma série de outros museus que fariam rejubilar qualquer rotariano que se preze numa cidade de média dimensão. O Solomon R. Guggenheim Museum, na Milha dos Museus, é um espaço característico em forma de espiral concebido por Frank Lloyd Wright para abrigar um dos maiores legados privados do século XX. O Whitney Museum of American Art, especializado em arte contemporânea, fica a curta distância.

O American Museum of Natural History, na esquina do Central Park West com a 79th St, é mais conhecido pelas suas três grandes salas dedicadas aos dinossauros, mas o visitante não deverá deixar de apreciar também o resto da colecção permanente (com cerca de 30 milhões de artefactos). Nas exposições temporárias costuma dar-se ênfase à vertente prática e experimental ou a painéis interactivos, o que torna o museu extremamente atractivo para as crianças. Os mais inactivos cujo passatempo preferido é ver televisão não perderão, com certeza, uma visita ao Museum of Television & Radio, o local ideal para se visitar em dias de chuva ou, simplesmente, quando já não apetece caminhar muito. No catálogo informatizado do museu estão disponíveis mais de 75.000 programas americanos de televisão e rádio. Basta sentar-se e relaxar frente a um dos 90 ecrãs individuais.

SoHo

SoHo (acrónimo de "south of Houston") é a zona da cidade onde se encontra maior número de galerias de arte, lojas de roupa e boutiques que vendem preciosos objectos de colecção. Este bairro é um exemplo paradigmático de uma renovação urbana não dirigida, tendo deixado de ser o principal bairro comercial da cidade que fora no período a seguir à pós-Guerra Civil, para se transformar, de forma bizarra, numa colónia de artistas em busca de afirmação nos anos 50 e na magnificência quase inatingível que é hoje. Os seus belos edifícios de ferro fundido recuperados são alguns dos melhores espécimes deste estilo arquitectónico no mundo. Na opinião de certos (auto-proclamados, sem dúvida) vanguardistas de SoHo já deu o que tinha a dar - é um bairro demasiado fátuo, demasiado chique e com preços excessivamente caros - mas as suas galerias são indubitavelmente boas e ninguém nos obriga a comprar objectos autografados por designers que nos tentam impingir as suas mercadorias.

Tribeca

Embora Tribeca não seja uma zona tão turística e arquitectonicamente imponente como SoHo, a sua origem etimológica é, todavia, mais interessante: trata-se do acrónimo de "TRIangle BElow CAnal St." (Triângulo Abaixo de Canal Street). É neste bairro de antigos armazéns e de apartamentos nos andares cimeiros que se situa uma boa parte dos restaurantes e bares da moda, a par dos estúdios de produção Tribeca Films de Robert De Niro. É frequente encontrar-se uma ou outra vedeta num dos restaurantes ou bares da zona e a desoladora elegância de Tribeca torna esta área uma das preferidas pelos fotógrafos de moda. Por enquanto, este bairro ainda não foi invadido por lojas e grandes armazéns e alguns dos antigos armazéns continuam mesmo abandonados. Certamente não tardará muito e o som característico de Tribeca passará a ser o tilintar das caixas registadoras a ressoar na cabeça dos promotores imobiliários.

Greenwich Village

O Village (como lhe chamam os nova-iorquinos) é um dos bairros mais populares da cidade e simboliza aquilo que de mais inconvencional e boémio há no mundo. A zona é conhecida como um enclave criativo, reputação essa que lhe advém, pelo menos, do início do século XX, quando nele começaram a instalar-se artistas e escritores, seguidos de músicos de jazz que tocavam em clubes famosos (que ainda hoje existem), como o Blue Note e o Village Vanguard. Nos anos 40, o bairro tornou-se conhecido como ponto de encontro de homossexuais. Os cafés da Bleecker St fazem lembrar a Nova Iorque beatnik dos anos 50 e a geração hippie da década de 60. Segundo consta, foi no Village que Bob Dylan fumou o seu primeiro charro. Foi também aqui que viveu Jimi Hendrix e os Rolling Stones gravaram os seus discos. Greenwich Village continua a ser uma área vibrante and diversificada, repleta de locais históricos, cafés, lojas e bares gays, para não falar do Washington Square Park, considerado o mais concorrido espaço de lazer do mundo.



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