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Washington DC - History


Washington DC History

Antes da nova república estar preparada para assumir uma sede de governo permanente, o Congresso dos EUA reuniu em várias outras cidades, entre elas, Filadélfia, Nova Iorque e Princeton (Nova Jérsia). O Congresso escolheu o Potomac, pela sua localização geográfica central, o que satisfaria tanto os estados do Norte, como os estados do Sul (cujas diferenças culturais e políticas já se faziam sentir muito antes da Guerra Civil de 1861-1865). Este lugar tinha ainda a vantagem de ficar situado na margem oposta à da casa de George Washington, em Mount Vernon.

A população começou a chamar-lhe "a cidade de Washington" por volta de 1791 e o nome ficou. Os estados de Maryland e Virginia concordaram em ceder terrenos com o fim de criar o Distrito de Columbia (nome atribuído em homenagem a Cristóvão Colombo). O matemático afro-americano Benjamin Banneker e o medidor-orçamentista Andrew Ellicott fizeram o projecto para uma área de 26 Km2. O engenheiro francês Pierre Charles L'Enfant foi contratado para fazer o planeamento da cidade mas, apesar do seu elegante projecto ter sido largamente aplaudido, o engenheiro rapidamente deixou de estar nas boas graças dos políticos locais. Depois de L'Enfant ter sido despedido, a execução do seu projecto passou para as mãos de Banneker.

Em 1793, começaram os trabalhos no ornamentado Capitólio mas, mal ficou concluído, foi incendiado pelas tropas britânicas durante a Guerra de 1812. Embora o Capitólio tenha finalmente acabado por ser reconstruído, a cidade entrou numa crise que duraria décadas. O desânimo era tal que foi apresentada uma moção para abandonar a capital, moção essa que não viria a ser aprovada por apenas nove votos.

Charles Dickens visitou Washington e, pouco impressionado, apelidou-a de "a Cidade de Distâncias Magníficas", tendo-se ainda queixado das "largas avenidas que começam em nada e não levam a lado nenhum; ruas com quilómetros de comprimento, onde só faltam casas, estradas e habitantes; edifícios públicos que têm tudo menos um público".

A Guerra Civil colocou Washington no centro das atenções e a periferia encheu-se de acampamentos militares, hospitais temporários e exércitos. O caos e as despesas de Guerra levaram os habitantes de Washington a pensar se não seria preferível suspenderem a construção da elaborada cúpula do Capitólio. O Presidente Lincoln respondeu: "Se as pessoas virem que a construção do Capitólio continua, é um sinal de que pretendemos que a União continue". Durante o rescaldo da Guerra, o Grande Emancipador foi assassinado no Teatro Ford (ainda hoje permanece pendurada uma bandeira em sua homenagem sobre o camarote presidencial que se tornou numa espécie de santuário) e o papel da capital dos EUA passou de uma administração conduzida pelos estados para um poder centralizado.

Durante a década de 70 do século XIX, as frágeis infra-estruturas da cidade foram alvo de uma reforma levada a cabo pelo governador Alexander Shepherd, conhecido por "Boss", cuja extravagância na utilização dos fundos federais e tendência para não olhar a meios para atingir os seus fins acabou por determinar uma acção punitiva por parte do Congresso que retirou autonomia governativa a Washington por mais 100 anos. Para os cidadãos, este foi um preço elevado a pagar para uma cidade que finalmente parecia poder realizar a visão original de L'Enfant de uma capital de nível mundial.

No virar do século, foi executado um projecto de embelezamento que levou à criação da maior parte das zonas verdes, parques e monumentos pelos quais Washington é hoje conhecida. No entanto, até há pouco tempo, a imagem de Washington era a de uma cidade sulista de província. Foi John F Kennedy quem, de uma forma tão sucinta quanto irónica, a descreveu como "a cidade de eficiência sulista e charme nortenho". O Centro Kennedy, uma "homenagem viva" a JFK, contribuiu em grande medida para trazer uma cultura cosmopolita a esta cidade.

A cidade possui um clima político muito intenso e disputado que é extremamente romântico para os activistas políticos. Existem monumentos e obras de arte espectaculares espalhados por toda a parte, que podem ser apreciados gratuitamente. De uma cidade sulista de província, Washington evoluiu para um centro de peregrinação nacional para muitos cidadãos (tal como se pretendia). Porém, Washington também é conhecida devido aos muitos problemas graves que afectam os seus habitantes. A pobreza, o crime e a segregação racial à sombra de monumentos gloriosos que proclamam "igualdade para todos" envergonham todos aqueles que gostariam de ver a capital nacional como um modelo. Washington DC não é certamente um modelo, mas sim um microcosmos dos grandes ideais e da sombria realidade dos EUA.



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